sábado, 4 de junho de 2011

Isso não é o amor, isso é outra coisa


Eu passo o dia inteiro desejando que ele apareça para me dar vida, e que ele desapareça para me dar ar. Não é fácil explicar o efeito que ele causa em mim. Eu quero eternizar seu sorriso lindo- mas eu nunca falei disso pra ele. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é cheiro de uma vida nova que eu estava precisando tanto... E ele nem sonha que eu sou mais ciumenta do que eu aparento ser, que sou bem chata, que quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Ele nem sonha com essas coisas, porque só conversamos coisas leves e engraçadas. Mas quando ele sorri desarmado, limitado e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisava. Ele não faz muito pela minha angustia existencial, até por não saber. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve. Falando assim chega a ser uma coisa patética, coisa de pessoas apaixonadas. Mas, não me preocupo em entender, vive-lo ultrapassa qualquer entendimento. Não adianta, não sei explicar. As palavras traem o que eu sinto. Descobri que quando você encontra a pessoa que merece o seu coração, você passa a entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros. O amor não é aquilo que te faz viajar, flutuar, esquecer-se de todos os seus problemas. O nome disso é maconha. O amor é outra coisa. E, diga-se de passagem, que é o que eu mais vivencio hoje em dia. Não o amor, a maconha. Mas ele não seria ele se não fosse assim. O que importa (só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo, e a segunda? Bem a segunda eu não me lembro. Rsrs. Estou apenas descontraindo, é que chega a ser cômico como ele fala que eu sou maníaca.) é que eu me deixei cativar por uma pessoa maravilhosa, e tudo bem se as vezes ele me mata de ódio e eu tenho vontade de estrangular o fígado dele, e choro quilos de lágrimas de tanta raiva, tudo bem, mesmo, afinal, gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar. Então agora só me resta cantar: Can I call you sweetheart? E pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Eu não faço a menor ideia de como esperar ele me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não o queira mais. Então eu me rendo. Mergulho no que eu não conheço. Não me preocupo em entender, gostar é um absurdo e não dá pra passar por isso tão ileso.

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