terça-feira, 27 de março de 2012
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A crueldade estar só.
É muito chato ficar sozinha, não sempre, às vezes eu até curto ficar sozinha principalmente se eu estiver com vontade de ir ao banheiro (o que eu ainda não fiz), mas quando se fica muito tempo sozinha acaba sendo ruim. Eu não gosto. Decididamente não gosto e quando eu puder oficialmente eu irei passar uma maratona de horas acompanhada por todas as pessoas que eu puder e se possível as que eu não puder. Como eu vou fazer isso? Não tenho a menor ideia, mas vale a pena imaginar. Acho que a solidão faz realmente com que as pessoas fiquem loucas, sou prova disso e que os loucos apreciam a solidão, disso meu pai foi prova. No fim acho que solidão deveria significar loucura no dicionário. Vou me certificar que isso ocorra um dia (a tá). O pior de ficar com o tempo e os meus fantasmas são justamente as assombrações da minha mente, ela fica ociosa e então brinca comigo de uma maneira cruel e eu não sou fã de crueldade, muito menos auto crueldade, acho que esse é o maior nível de crueldade que pode existir.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Pai. Homenagem postuma.
Eu não sei nem por onde começar. Meu mundo virou-se, está de cabeça para baixo, minha vida parece se desmanchar a cada segundo que passa, cada pedaço que eu tento juntar parece mais não se encaixar no todo de antigamente (um antigamente de apenas uma semana, que é como se toda uma vida tivesse se passado, e de fato passou, mas isso deixa pra depois). É incrível como agente sempre pensa que tudo vai bem e nada pode atrapalhar, ou como agente nunca espera grandes e reais mudanças na vida. Eu era conformada, acostumada e tenho certeza disso, e nunca (mentira) tinha pensado que uma coisa dessas viesse a acontecer. Na realidade até já havia pensando sim, mas de uma forma muito diferente da realidade. Estou escrevendo agora pelo simples fato de ter que colocar isso pra fora, porque apesar de morrendo por dentro, eu não transmito um milésimo de como eu realmente estou. Confusa, com medo, triste, magoada, e talvez um pouco até resignada e sem esperança. Lembra que eu estava toda feliz? A felicidade acabou, é em parte ela se foi, isso porque agora tem certas coisas que nunca mais irão acontecer, coisas que estavam tão perto de se concretizar. Lembra do quanto eu queria contar ao meu pai a minha descoberta? Isso já não me será possível, não, não mais, nem ligar pra saber determinada fórmula de matemática, nem pedir auxílio e apoio, nem nunca mais ouvir os gritos dele, ou ver aquele sorriso meio de lado, torto, meu meio sorriso preferido, não, nunca mais. Nem meus netos um dia conhecerão o avô. Tudo isso porque meu pai se foi, isso pra não dizer que ele morreu. Mas eu não posso ficar preterindo a palavra, ela existe e real. Meu pai morreu. Ponto. É para mim impossível descrever como isso se instalou em mim, na minha alma, não há palavras que traduzam o quão agonizante é o sentimento. Me da vontade de chorar, claro que dá, mas se eu chorar agora eu perco o foco, então eu não choro, só quando não estou centrada em nada e as lágrimas me vêm de sobressalto. Ainda não posso chorar, ainda não. A dor está aqui, guardada esperando um escape qualquer, e quando eu chorar, vai ser o choro mais triste do mundo. Ele se foi assim, com as malas prontas pra viagem, assim simples assim, e a minha visita nunca virá, ele se foi assim, com as luzes acesas, passagens compradas, ligações a serem feitas, roupa no varal, copo quebrado na biblioteca, assim, como se ele só tivesse ido ali resolver um problema e fosse voltar logo, mas não vai. E as contas em cima da cama, o livros no chão e uma caixa de e-mail cheia. Mas ele não volta. Ele não dormiu em sua cama aquela noite, ele não teve abrigo contra o frio que cortava, não, ele estava no chão, na terra, com a noite a sua espreita, e depois o sol e mais uma noite, e a terra passou a ser o seu conforto, seu lar para todo sempre. E o mundo chorou, chorou em orvalhos, pois naquela segunda-feira orvalhou como chuva. Eu não o vi, nunca mais vou vê-lo, salvo a lembrança, a lembrança que guardo na mente, aquela que agora tenho medo de esquecer, e as fotografias que me fazem reviver o tempo em que ele esteve comigo, e isso dói, dói sem remédio. Eu queria estar presente, eu queria abraçá-lo, fosse como fosse, gelado e negro, eu queria pela última vez o rosto que eu tanto amei, queria por tudo que eu pudesse ver aqueles olhos azuis de novo. A sensação nunca me vai ser real. Um pedaço de mim se foi com ele, e a ferida nunca mais será fechada, a dor sempre vai estar aqui, essa solidão. E eu tenho raiva, por quase um segundo eu o odeio profundamente. Como? Como ele pode fazer isso comigo? Como ele pode ir e me deixar aqui? Eu não estava preparada, ele não podia, e eu o odeio por ele não ter sido forte o suficiente pra vencer a morte. E então eu choro de novo, choro porque me lembro do quão frágil ele era. Então eu o amo de novo, amo de uma forma absoluta e imutável, e já não importa todas as brigas o que importa é que ele foi meu pai, quem me ensinou a escrever meu nome, e quem me ensinou as primeiras palavras de que me lembro, quem primeiro me colocou um livro na mão (hoje minha paixão), quem primeiro me mostrou um globo e me ensinou onde era a União soviética, quem primeiro me ensinou sobre Fidel Castro e as bananeiras, e sobre a roda pelve, ele a quem me chamava bambina, neneña e quem me levava para ver aviões decolado, ele que um dia me ensinou a restaurar livros, ele que gostava de café puro, ele quem escutava rádios internacionais e me ensinou sobre ondas curtas, ele quem comprava caixas de salpete, ele quem estudava comigo as etimologia das palavras, e quem me dizia que a Itália era uma grande bota, ele quem me levava para suas aulas, ele que só tinha uma plano na vida, ele que me amou de uma forma diferente que só os fazem aqueles que vivem no mundo das laranjeiras, ele a quem me ensinou sobre Tesla e Galileu, ele que tanto se orgulhava de mim, isso é que me importa, o quanto eu me orgulho de ser filha do gênio pacato, humilde e incomum que foi meu Pai Luiz Alberto Colodetti, o chiquito.
sábado, 4 de junho de 2011
Isso não é o amor, isso é outra coisa
Eu passo o dia inteiro desejando que ele apareça para me dar vida, e que ele desapareça para me dar ar. Não é fácil explicar o efeito que ele causa em mim. Eu quero eternizar seu sorriso lindo- mas eu nunca falei disso pra ele. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é cheiro de uma vida nova que eu estava precisando tanto... E ele nem sonha que eu sou mais ciumenta do que eu aparento ser, que sou bem chata, que quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Ele nem sonha com essas coisas, porque só conversamos coisas leves e engraçadas. Mas quando ele sorri desarmado, limitado e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisava. Ele não faz muito pela minha angustia existencial, até por não saber. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: me deixar leve. Falando assim chega a ser uma coisa patética, coisa de pessoas apaixonadas. Mas, não me preocupo em entender, vive-lo ultrapassa qualquer entendimento. Não adianta, não sei explicar. As palavras traem o que eu sinto. Descobri que quando você encontra a pessoa que merece o seu coração, você passa a entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros. O amor não é aquilo que te faz viajar, flutuar, esquecer-se de todos os seus problemas. O nome disso é maconha. O amor é outra coisa. E, diga-se de passagem, que é o que eu mais vivencio hoje em dia. Não o amor, a maconha. Mas ele não seria ele se não fosse assim. O que importa (só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo, e a segunda? Bem a segunda eu não me lembro. Rsrs. Estou apenas descontraindo, é que chega a ser cômico como ele fala que eu sou maníaca.) é que eu me deixei cativar por uma pessoa maravilhosa, e tudo bem se as vezes ele me mata de ódio e eu tenho vontade de estrangular o fígado dele, e choro quilos de lágrimas de tanta raiva, tudo bem, mesmo, afinal, gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar. Então agora só me resta cantar: Can I call you sweetheart? E pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Eu não faço a menor ideia de como esperar ele me querer. Porque se eu esperar, talvez eu não o queira mais. Então eu me rendo. Mergulho no que eu não conheço. Não me preocupo em entender, gostar é um absurdo e não dá pra passar por isso tão ileso.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Pedaço do meu diario.
Estou com choro preso, mas o pior é que eu não consigo chorar, fico sufocada, sentindo as lágrimas presas no fundo do meu olhar triste, cansado, sem ver beleza em nada, somente cores foscas, sem vida, assim como eu me sinto agora, a pontinha do pé doí, mas ela ta tão longe, assim como meu pensamento, que eu não consigo focar em ponto nenhum, perdida. Lost. Sem resgate, porque eu não tenho a quem recorrer, mesmo tendo não sei se eu seria capaz de gritar por socorro, não sei do que eu sou capaz, de chorar eu tenho certeza que não sou. O sono bate e derruba como vulcão, isso é fuga. Mas eu não sei do que eu estou fugindo, nunca soube em verdade. Eu me lembro a todo momento do que eu deixei pra trás, das coisas que já não me pertencem porque eu abri mão. Agora eu as vejo voando por ai, voando uma liberdade que apesar de buscar sem cessar eu nunca serei capaz de obter, sinto saudade de quando eu podia sorrir. Saudade de quando elas estavam comigo fossem pra poder sentar na esquina, fosse pra comer esfiha, fosse pra me ouvir gritar, fosse pra me dar a mão, ou só passar horas ouvindo musicas e rindo do tempo que estava feio. Agora eu só posso observar no meu álbum de memorias todos os momentos em que fui feliz e sentir a nostalgia do que ficou pra trás. Passa a mão no meu cabelo, toca meu ombro com seus dedos frios, sorria pra mim e me abrace, eu tive tanto amor um dia. Da sua forma imperfeita, foi tudo perfeito, porque depois que passa, tudo doí bem menos, tudo se torna bom, e as cicatrizes que ficam é o que nos fazem ter certeza que o passado foi real. Eu fico de pé, eu do o primeiro passo, eu seguro na mão da coragem, eu tremo, mas fico de pé. Não sei onde eu vou chegar, mas o que ficou pra trás, está lá atrás, a porta ainda esta aberta. E eu sempre vou pensar, sempre vou lembrar, porque não é esquecer o que eu preciso, é saber me lembrar do jeito certo. Na margem do rio Benevente eu sentei e chorei.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Considerações alienígenas de uma cruzeirensse
Comecemos do começo que é pra não confundir, pois aos poucos verás que facilmente se perde em meio ao caos das minhas palavras. Você acredita que a coisa mais incrível que existe no mundo é o cérebro humano? Essa coisa melequenta, de aspecto nojento, que não pesa mais do que um bom prato de comida, é capaz de fazer você andar, é capaz de controlar todos os movimentos do corpo humano, é capaz de guardar memórias com mais segurança que um computador de ultima geração, é capaz de te fazer sentir, e melhor ainda é capaz de te fazer enxergar, não obstantea grande maioria das vezes as pessoas vêm aquilo que não existe, é porque apesar de ser uma criação maravilhosa, parece que ele não funciona direito na maioria dos humanos, claro, observe, você é capaz de ver algo e se identificar ali, tudo porque seu cérebro pensa que o mundo gira ao redor da sua capsula protetora, o que só me faz acreditar cada vez mais que a grande maioria dos humanos tem vácuo ao invés de cérebro. Se algo ocorre com vocês, imediatamente tudo a seguir é derivado ao fato vivido. Para tudo e me deixem voltar para minha nave. É preciso saber que mesmo vivendo em imensos formigueiros, cada de um de vocês possui vida própria, o que faz com que nem tudo que se faça esteja ligado ao ego enorme dessa bolha narcisista que cada um carrega individualmente. Assim que começo as minhas considerações:
1- No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
2- É difícil aprisionar o que tem asas.
3- Não adianta se explicar a ninguém porque os outros sempre vão ver aquilo que querem ver.
Pequenas consideraçõesfeitas por mim que não sou desse planeta, afinal se vascaínos são de vênus, cruzeirenses são de marte. Humanos são terrestres, com uma exceção ou outra daqueles que como Cazuza foram naturalizados nesse planeta. Nascimentos a parte, a juventude envelhece, a maturidade é superada, a ignorância pode ser educada, a embriagues passa, porém a estupidez é eterna. Não sei até que ponto vai a eternidade, creio eu que se compara ao infinito do espaço e como eu não fui mais além que o mundo da lua (de marte), não sei onde se encontra o final para essa doença incurável. Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. E cada um conhece o lado que merece; no caso especifico creio eu que não será um dos lados mais agradáveis, já que a verdade nem sempre é bem vinda,ela machuca, e destrói, e nem todos tem força suficiente para suporta-la, se negam a aceitar, acham que são incorruptíveis e então julgam, julgam à aqueles que que foram dignos de assumi-la, fogem, maltratam, para assim se sentirem superior, mas fato é que algumas coisas são verdadeiras, acreditando nelas ou não. Mas na cegueira causada por essa estupidez mentiras lhe são jogadas a face, e tomadas como verdade, o que na realidade é mesmo, porque não é mentira se você acreditar nela. Muita gente deve me achar antipaticíssima, mas muitas me acham linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto de mim, não porque minhapresença seja desagradável, mas porque eles pressentem que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. O âmago da questão é que apesar de não gostar de ser direta em meus textos, me faz necessária a objetividade para ter êxito. Eu escrevo sempre, sobre tudo, mas eu nunca me preocupei com você, não até hoje, embora não seja realmente uma preocupação, só venho lembrar-lhe que o mundo é composto por bilhões de pessoas,todas com problemas igualzinho a você, e por isso lembre-se que cada um segue a vida independente, nós giramos em torno do sol e não ele em torno de nós, nada no mundo acontece em função da sua existência, que pra mim nem era existência até uma semana atrás. Minha vida não tem relação nenhuma com a sua, a não ser morarmos no mesmo país, cidade e bairro, o restante da sua vida não me importa, nunca me importou e pretendo continuar não importando. Eu vivo a vida ao extremo, eu aproveito cada segundo, e eu não preciso de seduzir ninguém e muito menos viver de jogos emocionais para manter algo ao meu lado, quem está comigo está por livre e espontânea vontade e não por carência afetiva , medo ou chantagens, eu amo as pessoas pelo prazer de amar, e não porque deu tempo de gostar delas ou idealizando-as em meu pensamento, isso é perda de tempo, se você gosta, você e gosta e pronto, não tem que haver mudanças, não tem que haver exigências, não deve haver hora. Você teve tudo, e poderia continuar a ter, eu nunca fui egoísta o suficiente pra querer tirar ninguém de ninguém, porque essa não é uma crença minha, não acho que ninguém tenha dono, e nem eu serei dona de ninguém, sempre apoiei para que um amor verdadeiro se mantivesse vivo, mas agora reflito se você merece esse amor, acho que não, talvez. Quem sabe, pouco importa, de qualquer maneira você está trançando o caminho para seu maior pesadelo, porque todas as atitudes que você toma fazem com que ele se aproxime cada vez mais de mim, e se antes eu não queria agora faço questão, não de tê-lo como homem, isso nunca se passou pela minha cabeça, mas questão de vê-lo como um homem livre e não escravo desse amor egocêntrico que advém de ti. Dizem que o amor é cego surdo e mudo, e apesar de você não ser a senhora beleza, nem a senhora sexóloga, nem a senhora cultura, alguma coisa faz com você seja aquela a quem ele ama, e é uma pena que você perca tempo crucificando-o. Sinto muito se eu passei pela sua vida, mas se você não brilha, não tente apagar o meu, não tente competir comigo, porque sinceramente eu poderia até desistir, mas aqui está a verdade: Eu adoro o campo de batalha, e com esse testamento se da inicio ao maior desafio da sua vida. Vencer a realidade. Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia. Qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
O Cruzeiro deseja a todos, alienígenas e humanos que o amor seja verdadeiro e não um desejo estupido de alguém com mente fechada.
P.s.: quer ele de volta? Está na hora de parar de lutar contra as coisas erradas.
terça-feira, 12 de abril de 2011
A alma de um broto.
Um dia me disseram para escrever, mas ninguém disse como nem porque, vem de mim então a escolha de falar sobre a importancia. Tudo isso porque ele comentou sobre meus textos. O que me importa? o que te importa ? Não faz diferença já que o que não é ja foi, e há ainda aquilo que pode ser. Há muito conheci alguém que jamais pensei me importar, de repente com uma velocidade que eu não sei dizer quando extamente esse alguem passou a ser o centro da minha vida. Melhor dizendo Epcentro, pois dou credito a esse ser humano o fato de sentir a vida, provacado por uma avalanche de sentimentos causada por esse pequeno terremoto. Dig terremoto porque veio, agitou tudo, destruiu, trouxe medo , insegurança dor e desespero, mas passou, e então baby meu mundo caiu e só me restou dançar sobre os destroços. Mas passou, de modo incostante, se arrastando lentamente, sentindo a ferida que não queria se catrizar sangrando uma dor de desilusão, meu coração sangrava com uma dor que não consiguia comunicar a ninguém, recusei todos os toques e ignorei todas tentativas de aproximação. Tinha vergonha de gritar que esta dor era só minha, de pedir que me deixassem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A lembrança doia; meu cérebro tentava descobrir onde ficava exatamente a dor, mas logo desistia, por que tudo dóia. Mas passou, e é tão divertido pensar que eu posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de queijo e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta! E já não importa, já não importa a admiração por cazuza, já não importa a loucura insana, já não importa o baseado diario dedicado a ela, já não importa a paixão pelo cachorro, ja não importa seus pelos, já não me importa o dinheiro, já não me importa margareth's, já não me importa as horas de conversas, já não me importa a bahia e sua paixão por aquele lugar, já não importa se me machucou, afinal toda dor esconde uma pontinha de prazer e aquilo que foi já não é. Mas por mais que eu não me importe, no fundo eu me importo, porque eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía sem remédio. Mas agora sou capaz de ir devagar (slow down) sou capaz de sentir cada pedaço do meu ser e seja como for eu aprendi te negando, eu aprendi te vivendo, eu aprendi te observando. Por isso dedico esse texo a você, porque deixo que a loucura escorra em minhas veias. Deixo que o sangue jorre enlouquecendo também os que me feriram. Importo, importo tanto que aqui estou eu escrevendo sobre isso, agradecendo intimamente por ter tido a chance de me superar em você. Poucas coisas necessitam de tanta coragem quanto assumir o que se sente.. "Olhinhos apertados tristes, porque vocês estão me olhando ? Olhinhos azuis na flor da idade rilham discretos pela cidade. Escondidos em casa...Olhinhos de bola de gude.Paixão impossível. Eu tenho esperança. Eu fiz o que eu pude... Alma de um broto É UM SUSTO TERRIVÉL. " Búúúúú.
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